Na cama de outro – segunda parte

Não pude chorar, não se tratava de culpa. Meu marido saiu. A casa permaneceu num silencio de angustia. Estagnei fixa a olhar pela sacada. Buscava algum desespero e só encontrava sinalizações duras. Estava feito. A casa nova, os móveis, as brigas, nada me segurara, todos me compeliram. Quis amar e amei. Não importava muito em … Continue lendo Na cama de outro – segunda parte

Des-nacionais; Um pedaço do Congo no Brasil, um Brasil no Congo.

A mulher negra agachada ao lado da mesa improvisada com caixotes plásticos estendeu a mão oferecendo um pedaço de Kuanga. A massa de mandioca, dizia Mama Bia, era um prato congolês muito parecido com o angu mineiro. Durante a semana, a massa seria misturada ao feijão, temperado com azeite de palma (similar ao óleo de … Continue lendo Des-nacionais; Um pedaço do Congo no Brasil, um Brasil no Congo.

Na cama de outro – Primeira parte

Era o início de uma tarde de sábado quando o telefone tocou. Meu marido subiu as escadas que o levavam ao quarto, onde empolgada, eu descobria a dualidade partícula-onda que compõe a matéria na física quântica. _ Qual a senha do seu e-mail? Lancei-lhe um olhar que misturava despreocupação e reprovação e voltei à leitura. … Continue lendo Na cama de outro – Primeira parte

A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo

Um jornalista, um jogador de futebol, um contador e um artesão. Eles tiveram vidas estáveis, com filhos, esposa e família até que as coisas perderam o sentido e a rua foi o caminho da reinvenção. Por Sindia Santos Há pessoas que cambaleiam, m as não caem nas ruas do centro de São Paulo, cambaleiam para … Continue lendo A rua nasce, como o homem, do soluço, do espasmo